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Desabafo 

05 de junho de 2002

Por: Eziquio Barros Neto

" Deus, testemunha do meu sofrer
  Que castigo me mandastes ?
  Merece este pobre mortal,
  Tamanha solidão viver ?".

As vezes, penso que você não me merece.
As vezes, tenho certeza.
Mas ao seu lado, em seus braços,
Os sentidos viram incertezas.

Já não sei o que é o certo,
Muito menos o errado.
Tudo se perde,
Quando estou ao seus braços.

Já não ouço mais o mesmo tom das canções,
Quando me abraço em meus lençóis.
As suas doces palavras que eu ouvia,
Inveja causa ao rouxinol. 

O desejo me domina,
A boca, salivas...
Loucos pensamentos
Que a cá me domina

Sofri, muito penei.
Minto, ainda sofro, ânsias saudades
Louco sou eu
Que em ti confiei, suas meras verdades

Meras desculpas, de ti escutei,
Calado fiquei,
Mas quem dá ouvidos,quando a esperança me fala:
Não enterre esse misero coração,sangrado da paixão, 
Pois só depois do crime, se pede o perdão.

Me iludi, me confundi,
Em suas palavras me perdi.
Mas quem não se engana,
Quando é amado por ti ?

A ti,dei o meu futuro,
Pensamento meu, que foi precipitado.
Julguei sem direito,
O Destino sem caminhos, muito menos, cruzados.

Do desejo, veio a decepção.
Do amor, o ódio.
Das alegrias, vieram lágrimas,
Sentimentos que tenho sóbrio 

Vivi em sonhos
Envolto em seus braços
Já cedo ouvi a notícia
Que tanto me causou desagrado

Lutei! sim lutei
Forças não me faltaram
Não sei de onde vieram
Talvez do impossível, q gosto amargo.

Solidão virou minha companhia
Que trouxe consigo a saudade
A esperança virou as costas,
Tamanha era a fatalidade 

Deus, testemunha do meu sofrer
Que castigo me mandastes ?
Merece este pobre mortal,
Tamanha solidão viver ?

Só me restas continuar viver,
Mesmo sem seu rosto rever.
A desgraça me acompanha,
Até o infinito morrer.

Só tenha uma certeza:
Ao leres esse poema,
Que da minha alma foi arrancado
Amo-te pra sempre, 
Mesmo sem estar ao seu lado.


 

 

 

 

 
 

© Caxias a princesa do sertão. 1998 - 2006
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