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Caxias foi a segunda
cidade do Maranhão a editar jornais, a primeira foi a capital São
Luis.Terra de letras, na imprensa, se trocavam desaforos políticos
locais, palavras da igreja e, na maioria das vezes, voltado para a
literatura onde os grandes poetas editavam suas poesias. A cultura
se mantinha viva com tanta inspiração na terra de Gonçalves Dias.
Abaixo, alguns jornais que circularam na época até a década de 50.
A Crônica - Editada entre os anos de 1833/34, reaparecendo em 1839
pela Balaiada.O primeiro circular de Caxias.
Justiceiro - Editado a partir de 1835.
O Telegrafo - Editado em Caxias,circulava no Piauí, na defesa das
idéias do seu fundador.Em 1848 o jornal ainda circulava,
desaparecendo daí por frente.Jornal editado pelas mãos de um dos
mais exacerbados líderes da guerra balaia, o Dr. Lívio Lopes Castelo
Branco e Silva.
O Brado de Caxias
- Esse periódico foi fundado pelo grande Cândito Mendes,foi jornal
de grande prestígio,apareceu em 1845 e durou enquanto lhe assistiu
pessoalmente o seu notável redator-chefe.
Correio de Caxias
- Jornal político.Circulou a partir de 1847.
O Telegrafo ( segunda fase ) - 1847/1848.Apoiava os conservadores sob a
chefia local de Cândido Mendes.
Liberal Piauiense - 1846, seguramente jornal do Dr.Livio Lopes
Castello Branco, o vigoroso chefe balaio do Piauí e no
Maranhão.Editado em Caxias.
O Bem-Te-Vi Caxiense -Foi órgão que adotou as idéias extremadas do
Partido Bem-Ti-Vi,em Caxias e que levara o Maranhão, segundo alguns,
ao engolfamento de sangue denominado Balaiada, veio pela primeira
vez no ano de 1849 sendo logo fechado.Reapareceu em uma segunda fase
que vai de 1851 a 1856.
O Pharol de Caxias -Começou a circular em 1852,não se sabe quanto
tempo durou,só se sabe que voltou a circular a partir de 1870.
Jornal de Caxias -Terá sido o órgão de imprensa de maior vida na
cidade gonçalvina.Impresso pela primeira vez em 1872,circulou
regularmente até 1900. Órgão sério,comercial,mais informativo que
político.Daí sua longa existência, sob a orientação de Luis José de
Melo e do Dr.Cromwell Carvalho,voltando a circular em 1901.
Paiz - Fundado em 1903.Circulou normalmente até 1905 e retornou em
1908. Nesse periódico Vespasiano Ramos publicou, em 1908, seu belo
poema A Guerreira.
A Mocidade -Esse órgão começou a circular a partir de 1900,indo até
1904.Seus fundadores foram Joaquim Vespasiano Ramos e Dr.Alfredo de
Assis Castro,órgão voltado a atividades literárias,e foi através de
suas colunas que Fran Paxeco recebeu calorosa manifestação quando
sua vinda a Caxias em 1903.
Jornal do Comércio -Circulou a partir de 1906,impresso em tipografia
bem aparelhada, trazida para Caxias pela firma Teixeira & Muniz.Esse
órgão marcou a fase das grandes lutas políticas sustentadas pelos
irmãos Teixeira,em Caxias.Até o não de 1927 ainda circulava.Nesse
importante órgão da imprensa caxiense foi sustentada,em 1910 a
chamada CAMPANHA CIVILISTA,para Presidente da Republica,chefiada
pelo grande Rui Barbosa,candidato oposicionista à suprema
magistratura do País.
O País -Jornal fundado em 1908,por Leôncio
Machado.Noticioso,informativo comercial e também político,foi no
jornal O País que em 1908 Vespasiano Ramos publicou seu poema " A
Guerreira ".
O Binóculo -Pasquim fundado pelo jornalista Euclides Bastos,em
1908.Seu redator era homem de rara inteligência,mas de formação
atrevida e cáustica.Na coluna do seu jornal desfilaram as mais
façanhudas verrinas,devassando lares e atingindo até os recessos da
honra pessoal e familiar.Não foram poucas as vezes que seu redator
escafedera-se das generosas bordoadas prometidas pelos chefes de
famílias atingidos em sua moral e dignidade,pouco tempo depois de
ter sido lançado as ruas, a tipografia do jornal sofreu violenta
depedração partida de uma turba multa,onde se contavam as vítimas da
linguagem desmandada do pasquim.A tipografia foi toda
arrasada,quebrado os seus tipos,destruídas as vinhetas e jogada nas
águas do rio Itapecuru,proximidades da ponte velha,o que restou em
sucata do famigerado jornal.
O Bloco -Fundado por em 1914 pelo Dr.Cromwell Barbosa de
Carvalho,então ocupante do cargo de Promotor Público da Comarca de
Caxias.Era órgão desaforado e surgiu para combater,de peito aberto,o
Jornal do Comercio,atrevidamente redigido pelos irmãos Dr.Rodrigo
Otávio Teixeira e Teixeira Junior.
O Mensageiro - Jornal de cunho literário, fundado no ano de 1914,
por João Lima Júnior,que era chefe-de-trem, mas versado nas letras
jornalísticas. Nesse periódico os poetas daquela geração publicaram
muitos dos seus versos.
Belo Horizonte - circulou a partir de 1914,fundado por Pedro
Matos.Nesse jornal o poeta Benedito Pires,da boa linhagem
caxiense,publicou suas produções poéticas.Teve pouca duração.
O Sabiá -< Fundado por Raimundo Castelo Branco de Almeida e Raymundo
Carvalho Guimarães.Adotou a linha voltada para a literatura, e
circulou de 1916 a 1917.Era também noticioso e comercial, sendo
impresso nas oficinas do Jornal do Comércio,dos irmãos Teixeira.
O Lilaz - Coube a Sebastião de Moura Pedreira, irmão do médico Miron
Pedreira e Cláudio Moura Tote a responsabilidade de o Liláz, no ano
de 1916. voltado para a literatura,em que era fértil a cidade de
Caxias no primeiro quartel do século XX.Os poetas Miguel Beleza e
Benedito Pires foram assíduos colaboradores do jornal. Desapareceu
no ano de 1918.
O Xereta - Jornal jocoso, mas acatando em suas colunas a prosa e
poesia, nasceu da junção de esforços dos jornalistas Átila Costa e
Raimundo Costa Sobrinho, este último pai do Senador Alexandre Alves
Costa. Impresso a partir de 1916, não chegou a um ano de vida.
A Folha - Criado em 1918,sob a responsabilidade do poeta Joaquim
Ayres, que teve como companheiro de redação o jornalista Emetério
Leitão, que também era poeta e professor.Teve pouca duração.
Diário Caxiense - Folha fundada por Raimundo Castelo Branco de
Almeida, com moderna tipografia própria. Órgão noticioso, comercial
e literário.Em suas colunas várias obras literárias foram
divulgadas.
O Caxiense - Esse jornal era editado em São Luis, pela colônia dos
jovens estudantes caxienses radicados na capital.Sua circulação,
todavia era marcadamente em Caxias. Surgiu em 1920, circulando até o
ano seguinte.
O Cruzeiro - Conhecido também como "Jornal dos padres " era um
jornal católico, impresso a partir de 1931, sob a batuta do
inteligente e culto Monsenhor Joaquim Dourado, e dirigido pelo
Prof.Leôncio Magno, Nesse órgão publicaram-se os assuntos
pertinentes a Igreja caxiense,mas suas colunas também se abriram
para a divulgação dos trabalhos literários dos intelectuais da
época. Até o ano de 1933 o jornal ainda tinha circulação.
Voz do Povo - Fundado por Antônio Câmara. Veio à luz a partir de
1937, época em que a liberdade de imprensa sofria a mordaça da
ditadura getulista. Adotara linha noticiosa e literária e curta foi
sua circulação.
Aldeias Altas - Fundado em 1957, era uma revista mensal, tendo seus
fundadores Amandino Teixeira Nunes, Flávio Teixeira de Abreu e
Aluizio Lobo. Jornal literário, teve editado em suas páginas
Memórias de Nereu Bittencourt, Antecipação de Rodrigues Marques,
soneto O Boiadeiro de Acrisio Cruz entre vários poetas caxienses.
Pioneiro - Jornal fundado por Constantino Ferreira de Castro, em
1962. Redigido pelo cronista Victor Gonçalves Neto.
Em Caxias circularam vários jornais como: A Crônica, A Imprensa,
Caxiense, O Povo, O Justiceiro, A Tulipa, A Rosa, O Maribondo, O
Espelho, Álbum Caxiense e Marmota Caxiense. Por esses títulos, não
será difícil ao leitor identificar a linha política extremada ou a
linguagem amena da poesia que esses jornais inscreviam em suas
colunas. Atualmente a cidade conta apenas com o " Jornal da Cidade
".
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