A igreja foi construída pela materiais
construtivos vigente da época, pedra e barro, pois
cal era difícil de se encontrar pela região.
Em 04 de outubro de 1775, consta que a capela foi feita de
pedra, rebocada de cal e coberta
de palha, enquanto eram construídas as telhas para a
cobertura. A igreja foi concluída depois de
1864.
Por muito tempo a igreja foi frequentada somente por pessoas
negras e escravos, devido ao preconceito da elite local que
não aceitavam escravos na missa.
No lado direito da Igreja, existia um pelourinho, onde os
escravos eram castigados e as vezes
levados até a morte.
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Detalhe
do Conhél, acima do frontão.
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Balaiada
Durante a revolta da Balaiada, a igreja foi poupada como as demais. A
igreja do Rosário no caso, foi transformada em Mercado da
intendência pelos insurretos. Consta também que o local foi
usado como açougue, onde o gado era esquartejado e preparado
para venda.
Lendas
A igreja do Rosário também mantém viva uma lenda bem antiga.
Estaria enterrada em seu solo uma enorme cobra, sonolenta, que
de tão grande, sua cabeça daria até a igreja da Matriz. Outra
lenda que cerda o templo, é de que haveria ouro enterrado
embaixo de seu altar. A história se originou na balaiada, pois
toda a cidade estava sendo saqueada e a população viu que a
única maneira de salvar seus bens seria enterrar em solo
sagrado.
Arquitetura
A fachada da igreja é original, percorreu o tempo sem alterações. A igreja não possui torre, mantendo uma fachada bem simples,
com frontão curvo e Conchéis (peça decorativa) que ornamentam
os cunhais. Possui três janelas de tímpano triangular, típico
do estilo renascentista.
O Altar-Mor também é original. No teto da igreja, está desenhado um cálice
da comunhão em cor dourada. Nas paredes, está os restos
mortais de pessoas ricas da época, muitos portugueses, que
compravam pedaços um pedaço do chão dentro da igreja. As
lápides são feitas em mármore e esculpidos em bronze no
período colonial.
O
piso originário da igreja era de ladrilho de barro, assim como
a maioria das casas e igregas da época. O piso foi retirado
nos anos 60 para dar lugar ao atual de cerâmica, para se
adequar as novos tempos.
Festejo
Por volta de 1895, era comemorado a Festa de Nossa Senhora de Rosário. Uma
festa cristã que tinha a participação de grande parte da
população da cidade. Pelo dia, havia missa cantada e a tarde
procissão. Essa tradição caxiense se perdeu no tempo.
Cultura
Foi em volta da igreja , na praça Rui Barbosa, que nasceu e cresceu
Raimundo Nonato da Silva, mais conhecido como Deo Silva,
grande poeta caxiense nascido no ano de 1937.
Texto: Eziquio Barros Neto.
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